sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Descobrir a biblioteca: formação de utilizadores 2026-2027
Para que a Biblioteca Escolar seja verdadeiramente um espaço de todos e para todos, é importante, antes de mais, conhecê-la, saber como funciona e descobrir tudo aquilo que nos pode oferecer.
Foi com este propósito que, na semana que ora finda (21 a 24 de setembro), se realizaram as sessões de formação de utilizadores para todos os alunos do 1.º ciclo, pensadas de acordo com a idade e as características de cada grupo.
Com os alunos que já dominam a leitura, a aprendizagem fez-se através de um jogo, que os desafiou a descobrir as regras de funcionamento da Biblioteca, a conhecer a organização do espaço e a perceber como encontrar e utilizar os seus recursos. Entre perguntas, desafios e descobertas, aprender a usar a Biblioteca transformou-se também numa brincadeira.
Com os alunos mais pequenos, a formação assumiu a forma de um diálogo participado, recorrendo a exemplos concretos e situações do quotidiano da Biblioteca. Falámos sobre como devemos cuidar dos livros, como podemos escolher uma história, como circular e estar neste espaço, as atividades que podemos fazer nos intervalos e, sobretudo, sobre a importância de a Biblioteca ser um lugar onde todos se sintam bem-vindos.
Mas a formação não terminou aí.
No final, lançámos um desafio a todos: completar a frase “A Biblioteca é…”.
As respostas das crianças vão dar origem ao LIVRO DA BIBLIOTECA, uma das novidades deste ano letivo. Será um livro construído a muitas mãos, onde ficarão registadas as palavras, ideias, sentimentos e representações que os nossos alunos têm sobre este espaço que também é seu.
E porque acreditamos que ouvir os nossos leitores é uma forma de melhorar a Biblioteca, este ano haverá ainda uma novidade em cada atividade: os alunos serão convidados a avaliá-la, partilhando o que mais gostaram, o que aprenderam e o que poderá ser melhorado.
Assim, a Biblioteca não será apenas um espaço onde as crianças participam.
Será também um espaço que escuta, aprende com elas e se constrói com elas.
Porque, afinal, a Biblioteca é aquilo que fazemos dela — e queremos que seja, cada vez mais, >um lugar de todos.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
O novo ano escolar começou entre histórias
O novo ano letivo começou na Biblioteca Escolar da Várzea de Sintra com histórias, encontros e muitas perguntas para pensar.
Ao longo dos primeiros dias de aulas, todas as crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo foram recebidas na Biblioteca Escolar, num primeiro encontro que procurou apresentar este espaço como um lugar de acolhimento, descoberta, imaginação e aprendizagem.
Para esta receção, foram escolhidas duas histórias do autor do mês de setembro, Davide Calì: As minhas incríveis férias de verão e Ervilhinho. Entre aventuras, surpresas e personagens singulares, os livros proporcionaram momentos de escuta e de partilha, convidando as crianças a entrar no novo ano através do prazer de ouvir e contar histórias.
Para os mais pequeninos, juntou-se ainda uma proposta de leitura muito especial: A minha professora é um monstro, de Peter Brown; enquanto que para os mais crescidinhos, O menino de Papel, de Nicolas Digard, foi a segunda oferta da biblioteca. Duas histórias diferentes, mas que deixaram no ar questões essenciais sobre a forma como vemos o outro e como construímos as nossas relações.
Quem é, afinal, o outro que temos diante de nós?
Como o vemos?
Como o aceitamos nas suas diferenças?
E como aprendemos a olhar para nós próprios?
Através das histórias, as crianças foram convidadas a refletir sobre inclusão, empatia, aceitação e relações humanas, percebendo que, muitas vezes, é preciso olhar uma segunda vez para descobrir aquilo que não conseguimos ver à primeira.
Esta escolha de leituras inscreve-se numa das grandes prioridades definidas pela Rede de Bibliotecas Escolares para o presente ano letivo: uma biblioteca ao serviço das pessoas e do bem comum, uma biblioteca que contribua para preservar e desenvolver o pensamento crítico, a criatividade, as relações humanas e a dignidade de cada um.
Porque uma biblioteca não é apenas um lugar onde vivem os livros.
É também um lugar onde aprendemos a olhar o mundo, a compreender os outros e a descobrir quem somos.
E que melhor maneira de começar um novo ano letivo do que juntos, entre histórias e perguntas?
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Bom ano letivo 2026_2027!
Bem-vindos à Biblioteca Escolar!
Um novo ano letivo começa e, com ele, chegam novas histórias para descobrir, perguntas para fazer, coisas para aprender e muitos sonhos para imaginar.
Às crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo, desejamos um ano cheio de curiosidade, de livros, de aventuras e de descobertas. Que a Biblioteca Escolar seja um lugar onde possam ler, ouvir, imaginar, criar, pesquisar, brincar e aprend, sempre com a certeza de que há uma nova história à vossa espera.
Aos professores, desejamos um ano de muitos projetos, aprendizagens partilhadas e momentos felizes com os vossos alunos. Contem com a Biblioteca como um espaço de colaboração, de criatividade e de apoio à aprendizagem.
Às famílias, agradecemos a parceria e convidamo-vos a fazer parte desta aventura. Ler em conjunto, conversar sobre histórias, visitar a biblioteca e partilhar o prazer de um livro são pequenos gestos que podem fazer uma grande diferença no crescimento das nossas crianças.
Porque acreditamos que cada livro abre uma janela para o mundo e cada leitor encontra nele novos caminhos, queremos que a Biblioteca Escolar seja, ao longo deste ano, um lugar de encontro, descoberta e inspiração para todos.
Que seja um ano letivo cheio de histórias para ler, ideias para partilhar, perguntas para descobrir e sonhos para concretizar!
Sejam muito bem-vindos à Biblioteca Escolar da Várzea de Sintra!
Um excelente ano letivo para todos!
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Projeto “Redescobrir o Mar” mobiliza alunos da Várzea para a literacia do oceano
A Escola Básica da Várzea de Sintra juntou-se ao projeto nacional Redescobrir o Mar, envolvendo crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo em atividades dedicadas à literacia do oceano, à sustentabilidade marinha e à valorização das profissões ligadas ao mar.
Os alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo da Escola Básica da Várzea de Sintra participaram no projeto Redescobrir o Mar, no âmbito do desafio nacional lançado às escolas para assinalar a Semana Nacional do Mar. A iniciativa, promovida pela Forum Estudante, pela FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e pela Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, procurou sensibilizar os mais novos para o valor estratégico do oceano, da Economia Azul e das profissões ligadas ao mar.
Num país com uma ligação histórica e geográfica profunda ao oceano, o mar assume um papel decisivo no plano ambiental, económico, científico e social. Apesar dessa proximidade, vários estudos e a experiência em contexto escolar mostram que muitos jovens ainda revelam um conhecimento limitado sobre a importância do mar e os desafios que enfrenta, o que reforça a necessidade de promover a literacia do oceano desde os primeiros anos de escolaridade.
Aproveitando o simbolismo do Dia Europeu do Mar, assinalado a 20 de maio, da Semana Nacional do Mar, que decorreu entre 18 e 22 de maio, e do Dia Mundial dos Oceanos, celebrado a 8 de junho, a biblioteca escolar dinamizou, entre 14 de maio e 8 de junho, as Semanas do Mar. A iniciativa incluiu uma exposição de lixo marinho recolhido pela professora bibliotecária, no seu testemunho enquanto beachcomber, um webinar promovido pelo Oceanário sobre as tartarugas marinhas de São Tomé, bem como vários jogos e dinâmicas de cidadania ambiental inspirados na literacia do oceano. As atividades foram apoiadas pelo kit pedagógico desenvolvido pela Forum Estudante e pela ESTM, a par de outros materiais criados pela própria biblioteca.
Com esta participação, a Escola Básica da Várzea de Sintra vai receber a distinção “Mar+” e um certificado de participação, reconhecimento que assinala o envolvimento da comunidade escolar na promoção da consciência ambiental e da literacia do oceano.
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Alunos da Várzea levam “Rap do Homem-Cão” à Gulbenkian na festa “Miúdos a Votos”
Os alunos do 4.º ano da Escola Básica da Várzea participaram, a 28 de maio, na festa Miúdos a Votos, na Fundação Gulbenkian, onde apresentaram em palco o Rap do Homem-Cão e integraram oficinas de ilustração e teatro no âmbito da promoção da leitura.
No dia 28 de maio, os alunos do 4.º ano da Escola Básica da Várzea deslocaram-se à Fundação Gulbenkian, em Lisboa, para participar na festa Miúdos a Votos. Além de apresentarem uma das ações de campanha desenvolvidas no âmbito da iniciativa, os alunos participaram em duas oficinas educativas: uma de ilustração com papel, sem recurso a instrumentos de corte além das mãos, e outra de teatro, a partir da adaptação da obra O Lápis Mágico de Malala.
No âmbito da campanha a favor do livro Homem-Cão, de Dav Pilkey, um grupo de alunos destas turmas criou um rap original, posteriormente apresentado em palco perante uma plateia composta por outros participantes envolvidos nas várias ações de campanha desenvolvidas entre fevereiro e março.
Os restantes alunos das duas turmas acompanharam a apresentação com entusiasmo, tal como as professoras Anabela Marques e Raquel Ferreira, a assistente operacional Sílvia Coelho e três encarregados de educação que integraram a comitiva.
Depois dos ensaios realizados durante a manhã, os alunos subiram ao palco para interpretar e coreografar o Rap do Homem-Cão, numa atuação muito aplaudida pelo público presente.
No final, os participantes receberam um prémio de participação, que assinalou o envolvimento dos alunos na iniciativa.
A deslocação constituiu também uma oportunidade para muitas crianças viverem a experiência de viajar de comboio até Lisboa, incluindo o regresso em hora de ponta, num momento que contribuiu igualmente para a sua autonomia e vivência do espaço urbano.
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Rui Calado mostra como ciência, mergulho e imagem se cruzam no universo submarino
O biólogo marinho Rui Calado esteve na escola, a 12 de maio, para partilhar com os alunos das turmas 7.º C e 7.º H um percurso onde mergulho, fotografia e investigação científica se articulam, numa sessão que destacou o potencial do mar como espaço de descoberta, conhecimento e futuro.
No dia 12 de maio, as turmas 7.º C e 7.º H do A.E. D. Carlos I receberam o biólogo marinho Rui Calado, uma iniciativa no âmbito do Plano Cultural de Escola e da temática escolhida para o presente ano letivo — Arte com ciência, de trás para o futuro. A iniciativa proporcionou aos alunos um contacto direto com um percurso profissional onde ciência, exploração do meio marinho e imagem se cruzam de forma singular.
Durante a sessão, Rui Calado falou aos alunos sobre a sua experiência como mergulhador profissional, especialista em biologia marinha e aquacultura, bem como sobre o trabalho que desenvolve na fotografia subaquática. O testemunho permitiu dar a conhecer diferentes dimensões de uma carreira ligada ao mar, à investigação e à comunicação visual.
Com recurso a vídeos e fotografias, o convidado explicou de que forma a imagem pode ser uma aliada da ciência, ajudando a tornar mais acessíveis conteúdos complexos e a despertar o interesse do público por áreas menos visíveis ou de difícil acesso. Foi também sublinhado o papel da fotografia e do vídeo na aproximação do cidadão comum ao mundo submarino, frequentemente distante por razões físicas, sociais ou económicas.
Questionado pelos participantes, Rui Calado recordou o momento em que nasceu o seu interesse pelo universo subaquático, pelo mergulho e pela fotografia. Esse primeiro contacto surgiu ainda na infância, influenciado pelo pai, ligado ao mergulho e à fotografia amadora, e ganhou forma aos 9 anos, na Madeira, com o seu batismo de mergulho. A partir daí, o percurso foi-se construindo entre aprendizagem familiar e autónoma, prática continuada, formação especializada, investimento progressivo em equipamento e exploração da fotografia e vídeo digitais, até se consolidar numa carreira ligada à biologia marinha e à comunicação científica.
A terminar, Rui Calado deixou uma mensagem de incentivo aos jovens interessados neste universo: o mar continua a oferecer vastos campos de exploração, seja na ciência, na medicina, na alimentação, na investigação de recursos ou na prática desportiva. Apesar das exigências técnicas e materiais associadas ao mergulho, sublinhou que existem formas acessíveis de começar, através do aluguer de equipamento ou da experimentação em clubes especializados. Mais do que nunca, defendeu, importa dar continuidade à curiosidade inicial e transformá-la num caminho de descoberta.
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